Como identificar o câncer de pele

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Entre 2018 e 2019, mais de 170 mil pessoas foram diagnosticadas com câncer de pele no Brasil. Esse é o tipo mais frequente da doença, tanto no país quanto no mundo. Mas existem formas – simples – de diagnosticar a patologia logo no início.

“A exposição exagerada à radiação ultravioleta causa mutações no DNA das células da pele, que vão se acumulando até que aquelas células comecem a se dividir de maneira descontrolada. Isso é o câncer de pele”, explica Thais Bello Di Giacomo, dermatologista mestre em oncologia, de São Paulo.

Tipos de câncer de pele

Existem dois tipos de câncer de pele, o melanoma (com origem nas células produtoras da melanina, que determinam a cor da pele) e o não-melanoma.

O melanoma, embora seja de menor incidência, é mais letal. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são 2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres por ano. O tipo não-melanoma, no entanto, é mais comum, só que menos grave. A estimativa do INCA é de 85.170 casos novos de câncer de pele do tipo não-melanoma entre homens e 80.410 nas mulheres, entre 2018 e 2019.

Mas não é preciso se desesperar. Em ambos os casos, o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado e grande chance de cura.

Como identificar o câncer de pele?

Melanoma

Como, no início, o melanoma pode parecer bastante com uma pinta comum, observar as marquinhas do corpo (ou que de repente aparecem por ele) é o caminho para o diagnóstico precoce do melanoma. Para isso, especialistas indicam o uso da regra do ABCDE: cinco sinais que devem ser observados nas pintas do corpo. Quando um ou mais sintomas dessa regra são identificados em um pinta, um médico deve ser consultado.

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Além desses fatores, a orientação da dermatologista é buscar também por um especialista caso seja observado “o sinal do patinho feio”, aquela pinta que se diferencia muito das demais.

Não-melanoma

Esse câncer ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas.

Segundo o INCA, ele surge como manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram. No mais, aquela feridinha que nunca cicatriza também pode ser um sinal de atenção.

E se parece difícil estar atento ao corpo todo, a sugestão de Thais é acrescentar à lista de check-up anual uma ida ao dermatologista. Assim, nada passará despercebido.

Escute o episódio 7 do podcast #VaiQueÉFácil e saiba as diferenças entre protetores solares e outras formas de se prevenir contra o câncer de pele.